Grão-mogolense, Camilo Philinto Prates nasceu em 29 de dezembro de 1859. Filho de Hermenegildo Rodrigues Prates e Francisca Ambrosina, bacharelou-se em Humanidades em Ouro Preto/MG. Casou-se com Amélia Chaves e Prates.
Começou na política muito cedo. Com apenas 22 anos, foi deputado provincial em Minas Gerais pelo Partido Liberal, entre os anos de 1882 e 1889. Em seu início de caminhada política, Camilo enfrentou diversos obstáculos. Isso aconteceu porque o chefe do Partido Liberal de Montes Claros e líder do Norte de Minas, senador Antônio Gonçalves Chaves, por motivos de compromisso não podia apoiá-lo.
Ainda assim, Camilo tinha a política no sangue e, apesar de ter enfrentado adversários fortes, como o Doutor Honorato Alves, ocupou várias comissões na Câmara dos Deputados, se tornando um líder político de grande prestígio.
Após a proclamação da República em 15 de novembro de 1889, Camilo Prates foi nomeado presidente da Intendência Municipal de Montes Claros, exercendo o cargo até 1891. Nesse período, foi filiado ao Partido Republicano Mineiro (PRM). À época, ocupou, também, o cargo de agente executivo de Montes Claros, no período de 5 de fevereiro de 1890 a 8 de novembro de 1892.
No Congresso Mineiro, como parlamentar, foi um dos integrantes da comissão que formulou os projetos de lei relativos à mudança da capital do estado, de Ouro Preto para Belo Horizonte. Exerceu mandato de deputado até 1898 e, no ano seguinte, elegeu-se senador estadual.
Exerceu atividades legislativas até outubro de 1930, quando teve o mandato interrompido pela revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, quando foram fechados todos os órgãos legislativos do país.
Camilo se destacou também na área da Educação. Em 1880, iniciou sua carreira de professor de Matemática e Ciências Físicas e Naturais na Escola Normal de Montes Claros. Também foi inspetor técnico de ensino no ano de 1907.
Pelos serviços realizados na cidade, recebeu a medalha Civitas de Montes Claros, entregue a personalidades que se destacaram no município. Também foi um dos patronos da Academia Montesclarense de Letras.
Camilo faleceu em Belo Horizonte, em 13 de dezembro de 1940. Seus restos mortais, atendendo a pedido do próprio, repousam em Montes Claros, assim como os de sua esposa.
Todos os direitos reservados a Prefeitura Municipal de Montes Claros © 2018-2025