Imagem de destaque FESTA DO PEQUI - Fórum da Prefeitura debateu cenário hídrico do Norte de Minas

FESTA DO PEQUI - Fórum da Prefeitura debateu cenário hídrico do Norte de Minas

10/02/2020 - 17:17
ASCOM | Texto: Luis Carlos Gusmão | Fotos: Silvana Mameluque
Aconteceu na manhã da última sexta-feira, 7, dentro da programação específica voltada ao Meio Ambiente da 29ª Festa do Pequi, um fórum para debater a situação hídrica no Norte de Minas Gerais, tendo em vista o cenário preocupante que assola nossa região. O evento ocorreu nas dependências do Centro Cultural Hermes de Paula, e contou com a presença de pesquisadores, professores, acadêmicos e ambientalistas. O encontro foi uma realização da Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com apoio do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente de Montes Claros (CODEMA) e palestras de Paulo Ribeiro, Dirceu Colares, José Arcanjo, Walter Viana e Yule Nunes, que possibilitaram um rico debate e alguns encaminhamentos, dentre eles, uma conferência sobre a desertificação do Norte de Minas que acontecerá no dia 24 de março, dentro da semana de comemoração ao Dia Mundial da Água.

O objetivo foi promover a conscientização sobre a relevância da água para a nossa sobrevivência e de outros seres vivos, além de ser um momento para lembrar da importância do uso sustentável desse recurso e a urgente necessidade de conservação dos ambientes aquáticos, evitando poluição e contaminação. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros, Paulo Ribeiro, disse que a questão hídrica no Norte de Minas Gerais é preocupante e a desertificação caminha em passos largos, por causa de vários fatores, dentre eles, a monocultura do eucalipto.

“Em setembro de 2017 foi realizada a 5ª Expedição Caminhos dos Gerais, organizada pela Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e vários parceiros, culminando na Carta das Águas, documento entregue ao Governo do Estado, que apontou diversos danos ambientais e apresentou sugestões, dentre elas, a proibição de novas áreas de plantio de eucalipto, que consome 80% da água produzida no Norte de Minas, região onde chove, em média, 1.000 milímetros por ano, sendo que o cerrado precisaria de 500 milímetros para se desenvolver. Sobram apenas 200 milímetros, e o resultado é este que vocês conhecem: a conta não fecha”, afirmou o secretário.

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