A Feira Raízes da Terra, organizada pelo poder municipal, através das secretarias de Educação e de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, foi realizada na manhã desta quinta-feira, 9, no hall de entrada da Prefeitura (Sede II). A feira surge do protagonismo das comunidades rurais de Montes Claros, com o propósito de valorizar a agricultura familiar, a produção artesanal e os saberes tradicionais que compõem a identidade cultural do município. A segunda edição do evento recebeu trabalhos extracurriculares de alunos da rede de ensino municipal, que foram supervisionados por educadores de 12 instituições educacionais rurais envolvidas. A feira também reuniu famílias produtoras em um espaço de convivência, cultura e comercialização direta entre o campo e a cidade.
Os adolescentes realizaram uma série de atividades pedagógicas relacionadas aos saberes populares e às práticas agrícolas de suas comunidades. Dentre essas atividades, destacaram-se entrevistas com os familiares, trabalhos de campo para identificar as potencialidades agrícolas da comunidade, pesquisas sobre agricultura sustentável e empreendedorismo rural, assim como cálculos matemáticos sobre custo de produção e valor de venda.
Além da diversidade de produtos alimentícios e artesanais, a feira proporcionou ao público um resgate de memórias afetivas e identidades do campo, com apresentações culturais por parte dos estudantes e integração comunitária. A proposta reforça a economia local e celebra o campo como parte fundamental do desenvolvimento sustentável de Montes Claros.
A iniciativa é um marco educacional e econômico da região e destaca-se por diversos pontos fundamentais. Protagonismo Estudantil e Rural: alunos de escolas municipais da zona rural expondo trabalhos pedagógicos sobre agricultura sustentável e noções de custos e vendas, aprendidos em salas de aula. Comercialização de orgânicos: mais de 30 barracas de agricultores familiares reuniram uma enorme variedade de produtos frescos e orgânicos cultivados em suas próprias comunidades. A feira estimula o empreendedorismo local e garante renda extra aos produtores rurais, além de reconhecer os saberes, sabores e tradições transmitidos de geração em geração pelas famílias do campo.
PALESTRA – Durante a feira, estudantes participaram de uma palestra realizada pela Coordenadoria de Qualificação Profissional de Emprego e Renda da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Os alunos conheceram como funciona o Núcleo Cidadania Adolescente (NUCA) e quais os programas ele desenvolve para o público e para os jovens.

ARTHUR SILVA, ANNA JÚLIA PRATES, SÔNIA MARIA E MEL ELOÁ
A estudante da Escola Municipal Maria de Lourdes Pinheiro, no bairro Independência, Sônia Maria Pardinho Soares, de 13 anos, disse ter gostado muito da palestra. “Eu achei que isso fez a gente pensar mais sobre o nosso futuro e sobre o que a gente quer fazer e não ficar só pensando no presente, porque nem sempre as coisas vão ser como é hoje. Então, foi um aprendizado. Foi ótimo, muitas vezes a gente não sabe o que fazer, isso serviu como um guia pra gente”.
Para Arthur Silva Colares Santos, de 14 anos, aluno da Escola Municipal Jason Caetano II, no bairro Santo Antônio, a palestra lhe ensinou a ter um propósito, pensar no futuro e seguir um caminho de sucesso. “O meu propósito de vida é abrir uma rede de restaurante para poder dar um futuro melhor para a minha família, para meus filhos, no futuro, é claro”, destacou o Arthur Silva.
Ana Júlia, de 16 anos, da Escola Estadual Felício Pereira de Araújo, no bairro Sumaré, disse ter adquirido conhecimentos sobre alguns aplicativos que devem ser usados em benefício próprio e também para levar informações aos colegas. Para a adolescente, a palestra lhe ajudou a pensar mais no futuro. “O meu sonho é ser psicóloga, mas eu também quero ter o meu próprio negócio, meu próprio espaço”, relatou a estudante.
A jovem Mel Eloá, de 13 anos, aluna da Escola Jason Caetano II, disse ter aprendido que não se pode só pensar no agora, “temos que pensar no futuro. Eu quero construir uma família e fazer faculdade de direito, me tornar uma advogada criminalista ou trabalhista.”
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